Bicha – Fila
Relva – Grama
Frescos – Frios
Telemovel – celular
Terminal – Telefone (número)
Gasosa – Propina / Refrigerante
Sumo – Suco
Buê – Muito
Levantar – Arranjar
Coiso – Coisa
Rotunda – Rótula/Giradouro
Vivendas – Casas
Casa de Banho – Banheiro
TERMOS:
Tás a ver – Tá vendo
Diga – Como?
Não percebi – Não entendi
É muito giro – É muito massa
Tá fixe – Tá massa
Tá bala – Tá lega
Iá - Sim
Bem vindos ao meu dia-a-dia em Luanda/Angola.
Bem vindos ao meu dia-a-dia em Luanda/Angola
sábado, 27 de fevereiro de 2010
A ILHA DO CABO E A BAÍA DE LUANDA
Nesta semana tive a oportunidade de conhecer a Ilha do Cabo (também chamada de Ilha de Luanda) e a Baia de Luanda, infelizmente não como turista, mas tudo é válido quando se é para conhecer algum lugar novo. E este lugar novo trata-se de um dos mais belos e famosos cartões postais da cidade. A avenida 4 de fevereiro, ou simplesmente ‘Marginal” exibe o contraste entre a beleza natural da baía e os diversos edifícios modernos ao seu redor (parece muito com a avenida boa viagem).
A ilha, que tem seu acesso na entrada da baía, possui belíssimas praias de areais brancas e águas clarinhas (quase que eu peço para o motorista Antônio parar, para que eu pudesse pelo menos colocar o pé na areia e sentir o cheiro do mar...rsrsrsrsrsrs), ornada por coqueiros (acreditem se quiser, mas os angolanos não tem o costume de beber água de coco, somente comem o coco, a famosa “laminha”). Na ilha existe uma excelente estrutura de entretenimento, com diversos bares e restaurante. É para lá que vão os expatriados, curtir a praia pela manhã e as boates à noite. Dizem que nem parece que você está na Angola, pois os estrangeiros tomam conta do pedaço. Bom, que sabe em um dos meus dias de folga eu possa usufruir dessas belezas.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
PROCURA-SE SÓCIO
Mal cheguei em Luanda e já tenho 2 negócios, e procurando sócios:
O primeiro deles é um bar, que leva meu apelido: BI BIER....rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs...vendo, exporto, importo...tudo da mais alta categoria!!!!
O segundo é um posto de combusível altamento eficaz, não tem nem bomba...rsrsrsrsrs.
Brincadeiras a parte, o que se vê muito pelas ruas de Luanda são essas barraquinhas que vendem combustível. Apesar da comodidade (já que os postos são lotados a qualquer hora do dia) é um risco abastecer nesses pontos, visto que a possibilidade de haver "misturas" é enorme.

Estava eu a pesquisar na internet a existência de um mapa que mostrasse os bairros de Luanda, quando me deparei com uma página bem interessante, de "coisos" (coisas = coisos) que eu iria escrever e cujas palavras retratam a realidade de forma muito clara. Tomei a liberdade de escolher alguns trechos e compartilhar com os meus seguidores, pois são informações bastante interessantes.
A CIDADE DO FUTURO
Luanda está povoada de vendedoras de fruta, peixes e legumes, que descem à cidade vindas do mercado Roque Santeiro (um dos maiores mercados a céu aberto do mundo), com alguidares à cabeça recheados de suculentas mangas, ananases ou carapaus. Ao fim da tarde, quando aumenta o trânsito nas ruas congestionadas da capital e não há lugar para estacionar e ir à padaria, surgem os convenientes sacos de pão fresco para levar para casa. Todos estes vendedores são geralmente afáveis e humildes, sem assediarem demasiado os passantes, como em certos países do Norte de África. Apenas não gostam que lhes tirem fotografias, por medo de represálias por parte da polícia, que passa o dia a persegui-los de um lado para o outro. Só as vendedoras de frutas e legumes beneficiam de alguma tolerância e condescendência. Milhares de desempregados encontram na venda ambulante uma solução de recursos para os seus problemas de sobrevivência. Estão, na sua maioria, ao serviço de comerciantes libaneses, indianos e chineses, que os abastecem a partir dos seus armazéns.
Tudo se vende e tudo se compra nas ruas de Luanda: cabides de plástico ou de madeira, malas com as ferramentas mais diversas, acessórios de automóveis, bicicletas para criança, isqueiros para o fogão, sapatos desportivos, jornais e revistas, tapetes, candeeiros de quarto, tábuas de passar a ferro, malas de viagem e os inevitáveis relógios e óculos de sol. Surpreendentemente, não se vê artesanato à venda. Num país que ainda recebe muito poucos turistas, a oferta de artesanato é limitada a dois ou três mercados na ilha e nos arredores de Luanda e a uma ou duas lojas no centro. Apesar de estarmos num dos países mais pobres do mundo, ninguém se surpreende com os modelos topo de gama que circulam em Luanda: dos Porsche, Mercedes e BMW, aos novíssimos Hummer e jipes japoneses importados directamente do Dubai por 50 mil dólares. Por força do afluxo de capitais decorrente das vendas de petróleo e diamantes, Luanda tornou-se numa cidade estupidamente cara - ao nível das mais dispendiosas do mundo - onde não é possível comer num restaurante por menos de 50 dólares por cabeça, mesmo se o estabelecimento for tipicamente angolano. Ligada à Marginal por um aterro, a Ilha de Luanda converteu-se na "cidade dos ricos": aqui se concentra a melhor oferta de bares e restaurantes, com magníficas esplanadas viradas para a baía ou para o mar.
Musseques a perder de vista
Mas o mais impressionante para o viajante que aterra em Luanda, é a extensão a perder de vista dos bairros de musseques nos arredores da capital. Este mar de favelas foi crescendo desordenadamente e sem o mínimo de condições de salubridade durante os anos de guerra, à medida que as populações do interior procuravam refúgio dos combates e da fome na grande cidade. Hoje, vivem em Luanda mais de quatro milhões de habitantes (cerca de um terço da população do país), a grande maioria dos quais são jovens sem qualquer tipo de raízes nas províncias de origem dos seus pais e avós. Caminhar pelas ruas pode ser uma experiência angustiante para os viajantes habituados a andar de carro com motorista, da saída do hotel ao restaurante ou ao escritório. Como não há turistas e todos os expatriados que trabalham em empresas instaladas em Luanda usam carro próprio, não há praticamente táxis na cidade. Esta é dominada pelos chamados "candongueiros", carrinhas Hiace de cor azul e branca, com condutores que correm como loucos pelas ruas, servindo os bairros periféricos não cobertos pelos transportes públicos oficiais.

O trânsito, como é de esperar numa cidade africana, é caótico. Impera a lei do mais forte nos cruzamentos - há um privilégio tácito para os jipes e veículos de gama alta - e quem circula nas rotundas não tem necessariamente prioridade. As ultrapassagens fazem-se pela esquerda, como pela direita e todos os espaços livres são preenchidos num afã por chegar mais cedo. Esta prerrogativa esbarra inevitavelmente nos constantes engarrafamentos que ocorrem nas ruas de Luanda a qualquer hora do dia - apenas de manhã, bem cedo (6h00) se consegue circular sem constrangimentos da Baixa para o aeroporto. Mas, a esta hora, todos os cuidados são poucos e o risco de acidentes é redobrado.
A maior dificuldade para quem circula a pé é atravessar as ruas. Escasseiam as passadeiras e os sinais luminosos que, no entanto, são respeitados ao contrário do que sucede noutros países africanos. Outro desafio é o de evitar pôr "a pata na poça" dos esgotos a céu aberto que correm nalguns passeios ou conseguir traçar o seu caminho no dédalo de carros estacionados em cima do passeio, evitando as crateras causadas pela degradação dos mesmos ou a ausência de tampas nos buracos de esgoto (só os que estão entupidos até ao cimo, não representam perigo).
A maior dificuldade para quem circula a pé é atravessar as ruas. Escasseiam as passadeiras e os sinais luminosos que, no entanto, são respeitados ao contrário do que sucede noutros países africanos. Outro desafio é o de evitar pôr "a pata na poça" dos esgotos a céu aberto que correm nalguns passeios ou conseguir traçar o seu caminho no dédalo de carros estacionados em cima do passeio, evitando as crateras causadas pela degradação dos mesmos ou a ausência de tampas nos buracos de esgoto (só os que estão entupidos até ao cimo, não representam perigo).
"Manhattan" africana
Todavia, o surto de construção civil que se verifica, actualmente, em Luanda vai alterar completamente a paisagem da capital angolana, transformando-a nos próximos anos numa verdadeira "Manhattan" africana. Junto à famosa marginal, estão a ser erguidas novas torres com mais de 20 andares de escritórios das companhias petrolíferas Esso e Sonangol; a seguradora AAA já inaugurou o seu novo edifício sede, com dez andares; um investidor senegalês está a construir a Tour Elysée; e está prevista a construção de cinco novos hotéis.
No entanto, o maior dos arranha-céus de Luanda, com 25 andares de escritórios, habitação e espaços comerciais, vai ser construído pela Escom Imobiliária no bairro Miramar, dominando a cidade e a baía. E, mesmo ao lado, vão nascer duas torres de apartamentos com 18 andares. No segmento da habitação, prevê-se um grande desenvolvimento na zona de Luanda Sul, com a construção de residências para a classe alta e média-alta, enquanto o Governo procura realojar em bairros construídos pelos chineses, as populações que habitam os musseques construídos em pleno centro da capital e os ocupantes de prédios não acabados.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
NOSSO LAR EM LUANDA
Como já tinha falado em post anterior, nossa casa está localizada no bairro “Projecto Nova Vida”. Estamos exatamente na Rua 4. São poucos os bairros da cidade que possuem nomes ou números de ruas, daí a dificuldade de se localizar em Luanda, e mapa que é bom, nada – por isso que não existe serviço de correio. Mas todos terminam se acostumando e memorizando aos diversos pontos de referência.
Temporariamente estamos na casa dos diretores, já que a casa do comercial, que fica do lado, ainda está em obras (casa amarela das fotos). Não temos do que reclamar de absolutamente nada. A Mônica, nossa mãezona por aqui, cuide nós da melhor forma possível. Temos alimentação da melhor qualidade, roupa lavadinha e passadinha, chuveiro quente, cama com edredom, quartos com ar-condicionado...não poderíamos estar melhor instalados. Curiosidade: o fato de todos os cômodos da casa possuírem ar-condicionado...eu falei: TODOS (confesso que ainda não me acostumei com isso e sempre estranho ao entrar em casa diariamente e sentir tudo “gelado”), incluindo salas, cozinhas e etc - isso tudo por causa do calor intenso e dos mosquitos.
Quando se passa na frente das casas se vê logo a marca LG estampada por todas as paredes externas. Detalhes: A Angola como um todo tem deficiência de energia e água. A grande maioria dos domicílios possui gerador. Dia de domingo, por exemplo, é de praxe acabar energia aqui no bairro, e daí temos que apelar para o gerador. Isso é muito louco. Uma quantidade absurda de ar-condicionado e uma deficiência enorme de energia.
Quando se passa na frente das casas se vê logo a marca LG estampada por todas as paredes externas. Detalhes: A Angola como um todo tem deficiência de energia e água. A grande maioria dos domicílios possui gerador. Dia de domingo, por exemplo, é de praxe acabar energia aqui no bairro, e daí temos que apelar para o gerador. Isso é muito louco. Uma quantidade absurda de ar-condicionado e uma deficiência enorme de energia.
Já é meu nono dia aqui nas terras da áfrica. Hoje é domingão e será mais um dia de trabalho. Pela primeira vez irei me aventurar dirigindo no insano trânsito de Luanda (depois eu conto como foi). Só presta assim, até porque se na minha folga eu quiser conhecer algum lugar desse país, terei que ir de carro, pois não existem vans turísticas por aqui. Para quem me conhece, sabe que isso é um desafio maravilhoso de abraçar.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O CENTRO DE LUANDA
Nesta quarta-feira tive a oportunidade de conhecer o centro de Luanda, que em horário de rush, fica a uns 40min de onde estamos morando (agora ficou bem claro que os bairros da Nova Luanda são realmente uma Nova Luanda, e habitado quase que na totalidade por estrangeiros),um misto de trechos bastante pobres e outros com prédios bem modernos, e, claro, muitas obras em construção.
Durante o trajeto vi a praia pela primeira vez. Infelizmente eu estava trabalhando, então não pude ainda desfrutar das belezas naturais, mas já deu para me sentir mais em casa. Eu tinha comentado em um post anterior que em Luanda não existia sinais, mas tem sim, no centro, embora que a confusão no trânsito seja a mesma de outras regiões. Ninguém respeita muito nenhuma lei, quem dita as ordens são as candongas, isso quem me falou foi o angolano Antônio, um dos nossos motoristas aqui, uma figuraça de 27 anos e já com 3 filhos, cada um de uma mulher diferente. Isso por aqui é bem normal. Lembro que antes de chegar a Angola, bati um breve papo por telefone com o Xico Paulo, que passou 6 meses aqui em Luanda. Ele me falou o quanto os angolanos são apaixonantes, e eu estou começando a ver isto. Eles são divertidíssimos, amáveis, carentes e com uma vontade enorme de aprender e desbravar o mundo.
Na volta para casa, depois de um dia agitado de trabalho, pude apreciar um pouco do meu primeiro pôr do sol, mesmo que rapidamente e estando dentro do carro presa nos engarrafamentos – o que não me gerou bons ângulos para se registrar boas fotos. Mas já deu para sentir um pouquinho da beleza que é. Dizem que na África é onde tem o mais bonito pôr do sol do mundo (e aqui em Luanda ele se põe no mar, como já tive o prazer de ver em Punta del Leste no Uruguai) e eu já percebi que é a pura verdade. O céu não fica atrás...registrarei melhor quando eu estiver de folga, de preferência em uma praia.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
CURIOSIDADES, HÁBITOS E COSTUMES – PARTE 2
- Câmbio moedas: 1 U$D equivale a 94 Kwanzas (moeda local). - Para a minha felicidade, o vinho aqui é baratíssimo. Não só ele, mas a grande maioria das bebidas alcoólicas. Compra-se aqui um de wisky jonh Walker por aproximadamente U$ 12, e uma boa garrafa de vinho sul africano por U$ 13. Logicamente minha adega local começa a ser abastecida!!!! - Não é costume falar palavrão por aqui. É considerado uma grande falta de respeito. - Os homens fazem xixi nas ruas sem nenhum tipo de constrangimento.
- A febre de piratex também é grande aqui. Já comprei até meu primeiro Cd de músicas com os ritmos africanos variados, incluindo o kuduro (bem que meu irmão me disse, e eu achando que era brincadeira), tarraxinha, kizomba e semba....todas elas bem dançante, impossível não mexer uma parte do corpo. Quem tiver curiosidade, acesse o link: http://www.angodownload.com/
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