
Próximo Destino: Huambo. Conhecida tempos atrás por “Nova Lisboa”, Huambo foi uma das províncias mais castigadas durante a guerra. Ao trafegar pela cidade, se vê as marcas de balas e vidros quebrados em quase todas as casas e pequenos prédios em estilo colonial. Até campo de minas ainda existem. Bom, essa viagem começou na madrugada de sexta-feira, dia 30 de abril. Pela primeira vez embarquei pelo aeroporto de voo domésticos, que mais parece uma rodoviária de interior. Muita gente, muita confusão, muito barulho e muitos atrasos. Os voos quase nunca saem nos horários corretos.
(Curiosidades: antes de subirmos no avião, é necessário identificar as bagagens para que sejam colocadas no compartimento adequado. Se eu estivesse sozinha COM TODA CERTEZA minhas malas iriam ficar em Luanda.)
Quase 7h da manhã e decolamos rumo a Huambo, que fica a 600km de Luanda (50min de voo), e a mais de 2.000m de altitude. A vista lá de cima é maravilhosa. Campos verdes e vastos e muitas serras e pedras. A temperatura nesta época do ano (quase início de inverno) varia entre 12º e 25ºC. A província, também conhecida como cidade universitária, só não foi a capital de Luanda por não estar localizada no litoral. O aeroporto da província é pequeninho porém muito charmosinho, deixando a mostra já um pouco da característica do local. Muito verde, várias praças enormes, ruas largas, clima ameno, povo hospitaleiro, bons hotéis (porém poucos ainda) e muitos atrativos naturais.


Nos 3 dias em que passei acá por estas bandas, trabalhamos (fomos a Caala, um dos munípios vizinhos, onde fica o empreendimento que está prestes de ser lançado), frequentamos honestos restaurantes (obviamente, o vinho foi presença constante nas refeições. A cidade conta com algumas opções onde não faltam bons rótulos portugueses), conhecemos alguns pontos turísticos (como a Granja Pôr-do-Sol) e uma belíssima fazenda de cultivo de flores, que fica no alto de uma serra. O local rendeu filmagens e fotos inesquecíveis.